Grande imprensa repercute crise de Tarcísio com forças policiais, em específico a Polícia Civil
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A crise entre o governador Tarcísio de Freitas e as forças policiais de São Paulo ganhou destaque na grande imprensa nacional. Reportagem publicada pelo portal Metrópoles aponta o crescente desgaste do governo junto às corporações, inclusive com críticas públicas de parlamentares da chamada “bancada da bala” na Assembleia Legislativa.
O foco da insatisfação envolve promessas de campanha não cumpridas, ausência de recomposição salarial adequada, impasses sobre benefícios e, especialmente, a condução da Lei Orgânica da Polícia Civil (LOPC) — tema sensível e estratégico para a valorização da carreira.
Para os policiais civis, a discussão da LOPC é estruturante. Trata-se de uma legislação que define garantias, prerrogativas, organização institucional e parâmetros de valorização da categoria. No entanto, a condução do tema pelo governo estadual tem gerado críticas e frustração entre lideranças sindicais e parlamentares aliados.
Segundo a reportagem, o governador passou a enfrentar cobranças diretas de deputados historicamente alinhados às pautas da segurança pública, além da mobilização de diversas entidades representativas das forças policiais.
Lei Orgânica e valorização: ponto central da crise
A Lei Orgânica da Polícia Civil deveria representar um marco de modernização e fortalecimento institucional. Contudo, a falta de diálogo efetivo, a ausência de avanços concretos e a demora na consolidação de pontos fundamentais da carreira ampliaram o descontentamento.
Para o SINCOPOL, a valorização da Polícia Civil não pode se limitar ao discurso.
“A Polícia Civil precisa de respeito institucional, valorização salarial real e uma Lei Orgânica que fortaleça a carreira, não que gere insegurança ou retrocessos.
O governador foi eleito com apoio expressivo das forças policiais e precisa honrar os compromissos assumidos.
Não se governa a segurança pública sem ouvir quem está na linha de frente”, afirma o presidente do SINCOPOL, Celso José Pereira.
Promessas e realidade
Entre os pontos de insatisfação mencionados na imprensa estão:
Falta de recomposição salarial compatível com as perdas inflacionárias;
Dificuldades na implementação de políticas de valorização;
Questionamentos sobre bônus e benefícios;
Lentidão na tramitação e definição da Lei Orgânica da Polícia Civil.
A crise ganha contornos políticos relevantes porque atinge justamente uma base que foi fundamental na eleição do atual governador.
SINCOPOL seguirá vigilante
O sindicato continuará participando ativamente das discussões sobre a Lei Orgânica, cobrando transparência, diálogo e avanços concretos. A entidade também mantém interlocução permanente com parlamentares e demais entidades representativas para garantir que a Polícia Civil não seja enfraquecida.
A valorização da categoria não é favor. É reconhecimento pelo trabalho essencial prestado à sociedade paulista. O momento exige firmeza, união e posicionamento claro. O SINCOPOL seguirá atento — e atuante.



